O OBREIRO CRISTÃO – UM HOMEM PROVADO E APROVADO POR DEUS.

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  • A experiência mais importante e fundamental do obreiro ou de qualquer cristão, é o NOVO NASCIMENTO. Jesus nos ensinou sobre esse assunto, quando respondeu a Nicodemos: “Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”. (João 3.3). O homem natural nunca compreenderá as coisas do Espírito de Deus (I Coríntios 2.14-16).
  • O OBREIRO E A ESCOLA DA EXPERIENCIA
  • Os obreiros cristãos, independentes do ministério que tenha, deve saber que uma das principais funções que terá como ministro de Cristo, será a de ministrar às pessoas. Um Mestre cristão deve conhecer profundamente o que vai ensinar. Não falo de ministrar em um Instituto Bíblico ou um Seminário Teológico, mas das diferentes circunstancias que um ministro terá que enfrentar com as necessidades das pessoas. É necessário que o obreiro cristão não seja inexperiente, e que não conheça as coisas apenas pelo lado teórico. Essas experiências pessoais, que devem involucrar a vida do futuro ministro, também inclui consagração que fortalecem a alma. Sem uma consagração total, ninguém está apto para servir a Deus de maneira eficaz. Uma vida de consagração, faz que coloquemos a Cristo em primeiro lugar em nossa vida (Lucas 14.16,27.33).
  • Devemos reconhecer ao Senhor Jesus como nosso Mestre, Guia e soberano. Ele impõe à nossas almas, de maneira definida, exigências que devem ser satisfeitas se realmente desejamos continuar seguindo-o. Alguns discípulos vão até certo ponto onde tomam outro rumo e não o segue mais.  “Desde então, muitos dos seus discípulos tornaram para trás e já não andavam com ele” (João 6.66). Aqueles que ficam caídos ao longo dos caminhos ficam desclassificados como líderes na obra do Senhor. O Apostolo Paulo sofreu perseguições e tribulações.
  • Abraão foi levado a sacrificar seu único filho, sobre quem estavam concentradas as promessas de Deus.  Foi através da resposta a esse chamado e a total disposição de dar ao Senhor, o que tinha de mais precioso, que Deus demonstrou que Abraão era digno de ser chamado seu amigo, e a quem poderia constituir pai espiritual dos fiéis. Hoje servimos ao mesmo Senhor. Devemos esperar que Ele nos faça solicitações semelhantes, tornando-nos seus amigos.
  • O OBREIRO E O PERIODO DE TREINAMENTO
  • Quando Deus procurou um homem como Moisés para liderar espiritualmente e administrativamente a nação de Israel, escolheu não somente aquele que estava preparado em toda cultura egípcia, mas procurou particularmente, que seu futuro servo esperasse nele durante longo período de tempo, durante o qual sofreu humilhação, como preparação adicional para a obra a que seria chamado. Somos informados em Atos 7.22, que Moisés foi ensinado em toda a sabedoria dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras.
  • Moisés tinha toda uma experiência de condução, pois segundo o historiador Flavio Josefo, Moisés era o comandante-em-chefe dos exércitos egípcios. Será que esse treinamento, e todo o conhecimento que Moisés já tinha não poderiam ser considerados como uma preparação suficiente para a liderança da nação de Israel? Nós poderíamos responder de forma afirmativa, mas a resposta de Deus foi “NÃO”. Há coisas que é possível aprender no campo com os líderes, nos livros ou nas conferencias e congressos. Mas há um fogo através do qual a alma do crente deve passar a fim de  que receba aquela qualificação e purificação necessária para que assuma a liderança espiritual. Moisés se negou a si mesmo, aos prazeres do pecado que são passageiros, e preferiu sofrer as aflições em companhia do povo de Deus. Recusou ser chamado filho da filha de Faraó (Hebreus 11.24-27).
  • Na solidão do deserto, crescia progressivamente a visão da grandeza de Deus e sua própria pequenez. Resistiu com firmeza, como quem vê o invisível, e foi diminuindo pessoalmente em sua própria autoestima. Enquanto que as ambições pessoais e o gozo da vida material estavam perfeitamente resignados a levar o cajado de pastor e cuidar tranquilamente das ovelhas. Quando Deus, finalmente considerou que esses quarenta longos anos de maturidade pessoal haviam produzido o efeito desejado, apareceu a Moisés na sarça ardente.
  • Ao ouvir o anuncio de que ele, Moisés, teria que tirar seu povo do Egito, insistiu em que não era a pessoa indicada, pois não era homem eloquente (Êxodo 4.10). Na verdade, (segundo os altos padrões egípcios) ele era poderoso em palavras (Atos .22). Mas agora insistia que isso era como nada, como se não fosse suficiente para a grande missão que teria diante de si. Que tremenda transformação e que mudança no conceito de sua própria pessoa!  Para Deus, esse longo período de treinamento pessoal foi muito importante no preparo de Seu servo Moisés.
  • O OBREIRO E A EXPERIENCIA PRELIMINAR.
  • A palavra “experiência” pode ser exemplificada da seguinte maneira: Quando alguém se apresenta para ocupar determinada função numa empresa, geralmente é interrogado ou entrevistado pelo seu possível empregador: “Que experiência você possui?”. Isso significa: Quanto tempo de prática ou experiência você tem nesse oficio ou profissão. Ao realizar o seu trabalho de maneira pessoal, quer seja num escritório, numa oficina, numa fábrica, adquiriu certa eficiência que não  poderia obter  apenas através do estudo teórico ou vendo o trabalho de outros.
  • Josué foi o líder dos filhos de Israel, depois do falecimento de Moisés. Ele os conduziu em triunfo na travessia do Jordão, bem como de vitória em vitória na terra de Canaã. Era um homem que conhecia ao Senhor e que serviu de instrumento útil nas mãos de Deus. Para realizar grandes milagres e conquistar grandes nações, contando apenas com um exercito de ex-escravos sob suas ordens. Qual foi a preparação recebida por esse homem para tal liderança espiritual e natural? Ele foi “servidor” de Moisés durante quarenta anos, enquanto que a nação de Israel peregrinava no deserto. (Êxodo 24.13). “Servidor”, nesse caso, não significa, necessariamente, Pastor ou qualquer outro sentido profissional, simplesmente indica que foi auxiliar pessoal de Moisés durante aqueles anos. Essa intimidade e contato com Moisés lhe deram muitas oportunidades de observar o caráter do grande líder, e também observar como Deus tratava com o condutor do seu povo. Mediante a sujeição pessoal e a observação intima, Josué foi preparado para o poderoso ministério, do qual veio a ocupar-se posteriormente.
  • Os discípulos do Senhor Jesus Cristo entraram no caminho do discipulado uns anos antes de ser qualificados para o apostolado. Através de um contato diário com Ele, pela observação constante de Suas obras, sentados a Seus pés, sendo ensinados, conduzidos e corrigidos por Ele, e depois voltando para anunciar o que fazia seu mestre, através de todas essas coisas receberam experiência que foi o preparo indispensável para o ministério do qual posteriormente se ocuparam.
  • Esses exemplos bíblicos demonstram claramente que não podemos prescindir de um período de treinamento e disciplina, antes de entrar de forma plena e eficiente no ministério. Nada pode substituir a experiência. A inteligência e os livros têm seu lugar, mas a experiência pessoal é requisito absolutamente indispensável no desenvolvimento de habilidades para o exercício do ministério.
  • O OBREIRO E A EDUCAÇÃO.
  • É inegável o grande valor que tem a educação na preparação para o ministério cristão. Tecnicamente, a palavra “educar” significa “extrair”. Assim que, a palavra educação significa “aquisição de conhecimentos”.
  • A educação formal, a pessoa adquire nas escolas, nas instituições de ensino elementar, médio ou universitário. A educação informal, consiste em seguir a escola diária da vida, com auxilio de um preparo auto didático. A aquisição de conhecimento e o desenvolvimento de habilidades são desejados por toda pessoa normal.
  • A formação universitária é mais um passo na direção correta e não traz nenhum tropeço à vida espiritual. Há muitos com doutorados que são excelentes servos de Deus, e há muitos analfabetos que são grandes instrumentos do diabo. A ignorância não é requisito para ser espiritual. A cultura e o conhecimento não são os fatores que afastam os jovens dos caminhos do Senhor.
  • O OBREIRO E A SABEDORIA E A HUMILDADE
  • Os textos de I Coríntios 2.1-4, 27-29, condena o mal uso da sabedoria, coisa que é comum no homem natural. Porém isso nunca deve ser motivo para incentivar que os cristãos cultivem a IGNORANCIA como requisito para serem espirituais. Geralmente essa classe de orientação é fruto de uma mente ignorante ou de alguém temeroso de que os membros de sua congregação cheguem a determinado nível intelectual superior ao seu. Geralmente movido pelo complexo de inferioridade ou inveja dos demais.
  • O OBREIRO E O CONHECIMENTO BIBLICO
  • Não podemos negar que o conhecimento bíblico é fundamental  para o exercício do ministério cristão. A Bíblia é a fonte de toda verdade espiritual e a revelação da completa vontade de Deus. O pregador é um pesquisador das verdades espirituais, assim como o canal através do qual são transmitidas ao povo. Deve estar ligado à fonte. Deve estar familiarizado com as grandes doutrinas da fé cristã, com os preceitos e promessas, e com a grande revelação do plano e da vontade de Deus. ”Porque os lábios do sacerdote guardarão a ciência, e da sua boca buscarão a lei, porque ele é o anjo do Senhor dos Exércitos” (Malaquias 2.7). A Bíblia é a Palavra de Deus em forma de livro, Jesus Cristo é a Palavra de Deus na carne, a plenitude da divindade, que nele habita corporalmente.
  • É muito triste ouvir a um obreiro cristão dizer que não necessita estudar, pois, segundo ele, o Espírito Santo lhe dará a Palavra no momento que a necessite. Pobre da triste e raquítica congregação que terá que escutar essa classe de obreiro. Ainda temos aquele que na hora da pregação, abre a Bíblia em qualquer lugar e tem a petulância de dizer que Deus deu esta ou aquela palavra. Seus fundamentos são baseados em ideias, ignorância, costumes, preguiça que está bem longe do fundamento da Palavra de Deus.
  • OS MINISTROS DO SENHOR
  • Os obreiros que serviam na construção do Tabernáculo de reunião tinham qualificações especiais segundo o chamado. Eram sábios de coração (Êxodo 31.1-6); 36.1). Tanto homens como mulheres trabalhavam fielmente na construção servindo ao Senhor de todo coração (Êx.35.10,25-26). Mesmo que fosse considerado como uma obra material, eles eram inspirados pelo Espírito de Deus para a realização dos detalhes da obra (Êx. 31.3-6).
  • Não podemos negar que a cultura secular é muito importante no ministério cristão, mas nunca poderá substituir a sabedoria divina, pois Tiago em sua Epístola nos escreve:   “Mas  a sabedoria que do alto vem e, primeiramente, pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia” ( Tiago 3.17). Portanto, a sabedoria divina é essencial para todo obreiro, pois ela traz luz e inspiração, nos mínimos detalhes da obra de Deus ( veja Mateus 16.17; atos 6.10; I Cor. 2.11-14; João 16.12).
  •             Mensagem pronunciada pelo Pastor Adaylton de Almeida Conceição, para Obreiros no STEM de São Paulo, Brasil.
  • (O Pr. Dr. Adaylton de Almeida, é Bacharel, Mestre e Doutor em Teologia, Escritor, Professor Universitário,  Psicanalista Clínico, Especialista em Sexologia, Pós graduado em Ciências Politicas, Pós graduado em Psicanálise pela Faculdade Darwin de Brasília. Atualmente é o Diretor da Faculdade Manancial e Diretor Acadêmico de Pós Graduação da Universidade Antioquia.)

segunda 28 maio 2012 00:50 , em TEOLOGIA E ESTUDOS BIBLICOS



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